Compra da Williams desperta curiosidade

Dorilton Capital investe US$ 179 milhões para atrair novos negócios

O que leva uma família poderosa e discreta a aprovar que seu escritório de investimentos compre uma equipe de F-1? No caso da nova proprietária da equipe Williams, a Dorilton Capital, o objetivo parece ter dois alvos principais: explorar as novas relações econômicas entre os construtores e os promotores do Campeonato Mundial de F-1 e divulgar o nome e o modus operandi de um escritório familiar. Informações sobre a empresa são poucas e concisas: ela se apresenta ao mercado “com foco para investir com a longo prazo e aplicar os lucros para revitalizar a saúde financeira desse investimento”.  Em um cenário onde a economia se transforma rapidamente, a empresa certamente vai usar a Williams para atrair novas oportunidades de negócios.

Fundada em 2009, o site da Dorilton indica que desde então foram feitas 40 aquisições e até agora não se abriu mão de nenhuma delas. Seu portfolio público, porém, mostra apenas nove nomes: Aut Solutions, Hennigan Engineering, Island Abbey Foods, MEI Rigging & Crating, Midwest Cooling Tower Services, NHE Services, Tradtions Health, Versa Integrity Group e Western Energy. Em linhas gerais essas empresas são de nicho e atuam nas áreas de saúde e de tecnologia altamente especializada.

O maior capital da Williams é formado pelo nome (um dos maiores vencedores da história da F-1) e o conhecimento técnico criado através da tecnologia empregada na construção dos seus automóveis. Após uma temporada onde o grupo teve um prejuízo de aproximadamente US$ 20 milhões e hoje sofre as consequências de receber menos dinheiro da bolsa proporcional nos lucros da categoria, o time fundado por Frank Williams nos anos 1970 tinha poucas chances de se reerguer. Com o anúncio de hoje terminou a história da última equipe garagista e é iniciada a chegada de mais uma operação financeira na F-1.

A decisão dos novos proprietários em manter a estrutura física e o organograma atuais dá segurança para encarar as próximas temporadas, particularmente quando a o ano que vem marcará a introdução de um limite de gastos, US$ 145 milhões/ano, valor inferior aos US$ 179,5 milhões supostamente desembolsados pela Dorilton para assumir o controle da Williams. Igualmente em 2021 entra em vigor a nova versão do Acordo de Concórdia, que equilibra a distribuição da bolsa de prêmios da categoria. Pouco ou nada se sabe sobre a família proprietária da Dorilton Capital; a única outra referência a esse nome em Nova York é edifício Dorilton Apartments. Construído em 1902 e ainda imponente na esquina da Broadway com a rua 72, sua construção foi bancada por Hamilton M. Weed.

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