Williams na luta pela sobrevivência

Branco domina carenagem do FW43

A Williams revelou esta manhã o que pode ser considerado sua nova identidade visual para a temporada 2020 (foto de abertura/Williams F1 Racing). Em meio a uma reestruturação financeira que pode levar à chegada de novos proprietários a tradicional equipe vive um momento delicado: a Rokit, seu principal patrocinador, não está mais presente e circulam rumores que poderá aparecer nos carros da Mercedes, equipe concorrente e atual fornecedora de motores do time fundado por Frank Williams. A carenagem do FW 43 exibe os logotipos da Acronis (software antivírus), Lavazza (café), Ponos (videogames) e Sofina (alimentos), esta última propriedade da família de Nicholas Latifi, canadense que forma com o inglês George Russell a dupla de pilotos da equipe. O nomme Williams aplicado no aerofólio traseiro é uuma clara mensagem da falta de um patrocinador disposto a investir no time.

O espaço maior da carenagem do FW 43 foi reservado para a Sofina, empresa da família Latifi (Williams F1 Racing)

A mais tradicional e conservadora das equipes de F-1, a Williams é um claro exemplo dos problemas de sucessão familiar em grandes empresas. Sir Francis Owen Garbett Williams é o típico self made man: sua obstinação acima de qualquer suspeita o transformou de um piloto medíocre a um dos maiores vencedores na categoria em uma época onde os donos de escuderias ainda conheciam todos os seus empregados pelo nome. As limitações impostas pelo acidente que o deixou paraplégico em março de 1986 foram parcialmente superadas, porém pouco a pouco reduziram sua atuação no comando do império construído com a fundação da Williams Grand Prix Engineering, em  1977, em sociedade com o engenheiro Patrick Head. Uma série de erros de administração nas últimas temporadas parece caracterizar um filme exibido desde o fim até o começo de uma história que não merece acabar dessa maneira.

A pintura discreta do FW43 reflete a postura conservadora do time (Williams F1 Racing)

 

 

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6 Comentários

  1. Já vimos belas equipes acabarem antes: Brabham, Tyrrel, Fittipaldi. Sobrenomes familiares que não se associaram com o grande capital, como fizeram Ferrari e McLaren. Vamos ver que caminho tomará a Williams, que tenta fazer a transição do garagismo para o capitalismo.

  2. Espero que não acabe fechando, merece estar no grid, e mais perto do primeiro pelotão, porém o dinheiro/patrocínio vem primeiro, e os Latifi tem…

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