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(Foto Imsa)

Manobra discutível garante vitória por apenas 0,8″

Cadillac DPI é a nova força da Imsa

Ford GT vence outra 24 horas

 

Christian Fittipaldi esteve próximo de vencer as 24 Horas de Daytona pela terceira vez (Foto José Mário Dias)

A competição entre Le Mans e Daytona parece não ter fim, inclusive no que diz respeito à emoção: se no ano passado a Toyota perdeu no início da última volta o que seria seu primeiro triunfo no clássico francês de 24 horas, a versão norte-americana de 2017 viu o final da prova protagonizada em clima de prova de classificação.

O carro vencedor das 24 Horas de Daytona de 2017 (Foto Imsa)

Nos últimos 60 minutos de uma corrida marcada por fortes chuvas que caíram sobre Daytona Beach, a vitória na classificação geral foi decidida de maneira questionável quando Ricky Taylor bateu no carro de Filipe Albuquerque a menos de cinco minutos da bandeirada. Com isso o brasileiro Christian Fittipaldi – que formou o trio completado pelo também português João Albuquerque -, terminou em segundo lugar, pilotando um Cadillac DPI-V.R. similar ao vencedor, que também teve ao comando o irmão de Taylor, Jordan, Jeff Gordon e o italiano Max Angelelli. Apesar da rodada de Albuquerque, os dois carros receberam a bandeirada separados por menos de oito décimos de segundo!

O Ford #66 ganhou a disputa na categoria GTLM superando Ferrari, Porsche e Corvette por meros 3″ (Foto Imsa)

Na categoria GTLM o primeiro lugar tembém teve final emocionante: após 24 horas de disputa acirrada o Ford GT de Dirk Muller, Joey Hand e Sebastian Bourdais recebeu a bandeirada cerca de 3” à frente do pelotão completado pelo Porsche 911 de Patrick Pilet/Dirk Werner/Frederick Werner, da Ferrari 488 GTE de Giacarlo Fisichella/James Calado e Toni Vilander e do Corvette CR7 de Antonio Garcia/J. Magnussen/ Mike Rockenfeller.

Vencedor em 2016, este ano Pipo Derani terminou em quarto lugar no melhor carro de sua equipe (Foto Imsa)

Os brasileiros Pipo Derani (vencedor da prova em 2016), Augusto Farfus, Tony Kanaan, Oswaldo Negri Jr e Bruno Senna também se destacaram na prova. Derani (Nissan Onroak DPI) terminou em quarto lugar, Kanaan (Ford GT) em 9º, Farfus (BMW M6 GTLM) em 12º, Negri (Acura NSX GT3) em 22º e Bruno Senna (Nissan Onroak DPI) abandonou por causa de um acidente durante o turno do seu companheiro de equipe Brendon Hartley.

Tony Kanaan, nono lugar na classificação geral,  esteve sempre entre os rápidos da GTLM (Foto Chip Ganassi)

Para a Ford o sucesso deste fim de semana teve um significado especial: após uma estreia pouco entusiasmante na edição de 2016, a equipe de Chip Ganassi pode celebrar uma combinação de resultados das mais significativas. Além da vitória nas 24 Horas de Le Mans de 2016, o time conseguiu repetir o resultado na segunda prova de mais importante do mundo Endurance

Augusto Farfus levou o BMW M6 até o fim da prova, terminando em décimo-segundo lugar (Foto BMW)

Por outro lado, a arqui-inimiga GM estreou seu protótipo Cadillac com uma dobradinha que deixou clara a eficiência do projeto desenvolvido pela Dallara e equipado com um motor V8 de 6,2 litros.

Oswaldo Negri Jr fez corrida consistente na estreia do Acura NSX GT3 (Foto Imsa)

Se no ano passado a categoria LMP2 deu as cartas, a nova regulamentação da Daytona Protótipo Internacional parece ter redistribuído as forças do universo norte-americano de corridas de resistência. A próxima etapa, dia 18 de março, em Sebring será uma boa oportunidade de consolidar essa realidade: o traçado próximo a Orlando tem um piso bastante acidentado e variado, combinação que coloca à prova a resistência de chassis e suspensões dos novos bipostos DPI.

O momento em que o neo-zelandês Brendon Hartley, companheiro de Bruno Senna, abandonou a prova (Foto Imsa)

 

 

WG

6 Comentários

  1. Não diria que foi uma manobra questionável do Taylor ( comissários analisaram?? ) e sim, o portugues Albuquerque dormiu no ponto, não colocou um ritmo forte no final da prova……………..

    • Pietro Lorenzo,

      A manobra foi discutível: concordo que o Albuquerque cochilou, mas o Taylor se assutou com o despertador… Estava tão fora de si que bateu em outros dois carros logo em seguida, o que mostra o estado de choque que o emvolvia.

  2. Enquanto tudo isto acontece lá fora, por aqui temos que nos contentar com míseras corridas de no máximo uma hora de duração. Que saudade dos tempos em que viajava 550 km para assistir, em interlagos, belas corridas como as 12 horas, 24 horas, 1000 km, 1600 km e a melhor de todas Mil Milhas Brasileiras….

    • Ingo Hof,

      Para voltarmos a esse cenário será preciso desenvolver um trabalho de preparação e aperfeiçoamento de toda a estrutura que compreende um evento dessa natureza, de comissários de pista a equipes de reabastecimento. Caso contrário os riscos de acidente vpoderão prejudicar renascimento desse tipo de competição.

  3. Corrida MAIÚSCULA!!!!! Verdadeiro CALA BOCA àqueles que não curtem ou não curtiam provas longas. Vem mais lenha por aí. Parabéns a FOX juntamente com Rodrigo Mattar e Edgard Mello filho.

    • Dado,

      Sem dúvida foi um show de prova, entretenimento e business. Um enorme número de marcas disputando a vitória, literalmente, até debaixo d’agua.

      Apareça mais vezes, Dado!

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