Pois é, Tio Bernie, você errou….

Mega show com a banda Kaiser Chiefs encerrou o F1 Live em Londres (F1.com)

Pano de fundo do F1 Live foi criar desejo para GP nas ruas de Londres
Multidão em Trafalgar Square viu aF-1 no centro da cidade
Mega show teve concerto do Kaiser Chiefs

Cor, barulho e, algo bastante caro aos ingleses, uma tarde de sol. Tal cenário marcou a realização da primeira edição do F1 Live, um mega evento para dar uma injeção de ânimo na categoria que há anos vê sua audiência cair e que marcou o início oficial do British Grand Prix, corrida entre nós mais conhecida como Grande Prêmio da Inglaterra. Muito além dessa necessidade de incentivar o consumo da F1, a maneira como essa reconquista aconteceu teve um alvo claro e uma proposta à meia luz. O alvo foi Bernie Ecclestone, ex-bambambam da categoria e que jamais promoveu qualquer coisa semelhante. A proposta foi fomentar a realização de um GP nas ruas da cidade à beira do rio Tâmisa.

Stoffel Vandoorne pilotou um McLaren usado por Ayrton Senna (McLaren)

O sucesso do evento não dá direito a pensar que Bernie perdeu importância ou deve ser desprezado. Foi ele que em quatro décadas de muito trabalho, negociações e negociatas transformou o Campeonato Mundial de F1 de um torneio de aristocratas e pilotos em um produto desejado por governantes ávidos por se promover, países em busca de turistas e fãs dispostos a pagar fortunas para assistir um GP. Ao negociar datas e patrocínios ele sempre primou pela linha de restringir ao máximo o contato de pilotos e equipes com o grande público para criar a imagem de algo exclusivo e, portanto, caro.

Fernando ALonso foi um dos pilotos mais assediados pelo público (McLaren)

Se Bernard Charles Ecclestone cometeu algum erro a tarde de hoje mostrou qual foi. A ação da Liberty Media deixou claro que o contato humano ainda é algo essencial para reforçar o desejo das pessoas, inclusive aquele mais comum nestes dias: tirar uma selfie com ídolos outrora inacessíveis. De quebra um show aberto com a banda feminina Little Mix (clara mensagem de prestigiar o poder de compra feminino) e encerrado com a Kaiser Chiefs, tudo em isso em um placo montado em plena Trafalgar Square, endereço da National Gallery, um dos cartões postais mais conhecidos de Londres.

O veterano René Arnoux, entre Nico Hulkenberg (E) e Jolyon Palmer (Renault)

Todas as equipes abraçaram a causa e a Sauber até usou o enorme espaço livre de patrocinadores de seus carros para exibir uma mensagem aos londrinos;  apenas um piloto esteve ausente, justamente o herói de casa, Lewis Hamilton, algo que já lhe rende críticas nas redes sociais. Para compensar, presenças dos veteranos Jackie Stewart, René Arnoux, Mika Häkkinen, Damon Hill e outros menos famosos. Seis meses após assumir o comando da categoria mais importante a Liberty Media mostrou que a F1 finalmente se renova.

4 Comentários

  1. De repente, pode ser que na esteira disso, muita coisa boa comece a acontecer ao automobilismo, até mesmo em categorias mais modestas.

  2. Errou, muito mais do que isso, deveria estar “em cana” na Alemanha, condenado por suborno e fraude comercial…
    Mas como tinha ótimos advogados conseguiu um acordo de apenas 100 milhões de Euros…

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