Novo Alpine bate à porta

(Foto Arquivo Autoentusiastas)

Renault reinicia produção

interrompida em 1995

Première Edition é inspirado no Alpine A110

Entregas começam no final do ano

As linhas do novo A120 foram calcadas no modelo A110 que competiu no Brasil (Foto Alpine)

A onda retrô parece ter fôlego infinito. Depois do Mini, Fiat 500 e New Beetle – entre outros  -, a Renault também apostou na recriação de uma marca de prestígio, a Alpine. Esse nome fez sucesso em ruas e estradas brasileiras, aqui batizado como Willys Interlagos, e também marcou época na sua terra natal, a França.

Esse modelo de sucesso surgiu em 1955 quando Jean Rédélé construiu o modelo A106 usando como base, hoje é conhecido como “plataforma”, o Renault 4CV. A carroceria desenhada pelo italiano Giovanni Michelotti foi construída pela “Carrosserie Chappe Frères et Gessalin”, que fornecia serviços de estamparia para a indústria automobilística francesa e também produzia seus próprios modelos, algo como as brasileiras Brasinca e Puma.

O Alpine A106, construído em 1955 por Jean Redelé, em Dieppe (Arquivo Alpine)

A ligação entre Rédélé e a Renault sempre foi forte e, nada surpreendente, eventualmente o preparador baseado em Dieppe foi integrado, em 1973, ao guarda-chuvas da principal marca francesa. Vinte e dois anos mais tarde a produção dos modelos Alpine foi interrompida e só voltou a existir em 2016, quando foi recriada para para marcar a presença da Renault no nicho de esportivos premium e que tem no “Première Edition” seu modelo de renascimento.

As berlinetas Interlagos (Alpine A108) em ação no tradicional circuito paulistano (Foto arquivo Autoentusiastas)

A leitura dos poucos detalhes conhecidos de novo “Premiére Edition”, porém, indicam tratar-se de um conceito bem diferente e bastante atual: o motor deixou de ser traseiro e foi instalado na parte central da estrutura, que é de alumínio; a tração traseira é alimentada pelos 250 CV produzidos por um motor 1.8 turboalimentado.

A lateral no novo A120 Première Edition é nitidamente inspirada no Alpine A110, capitalizando a onda retrô (Foto Alpine)

A aerodinâmica mereceu bastante atenção durante o projeto e desenvolvimento e gerou um extrator traseiro que aumenta a estabilidade e aderência. Especificações completas do carro deverão ser anunciadas ainda no primeiro trimestre deste ano.

Detalhe do escoamento aerodinåmico através do difusor instaldo sob o assoalho do carro (Foto Alpine)

É impossível olhar para o “Premiére Edition” (não se surpreenda se ele for oficialmente lançado como A120) e não lembrar dos Alpine A108 e A110, aqueles que, pintados no tradicional amarelo com faixa verde da equipe Willys, venceram várias corridas no Brasil. Recentemente, Denísio Casarini contruiu um modelo silhuette em homenagem a Bird Clemente e o ex-motociclista Almir Donato fabricou uma série de carrocerias do modelo Berlineta.

Denísio Casarini construiu este modelo silhouette em homenagem a Bird Clemente (Foto band.com.br)

O “A120” mira no Porsche 718 Boxster S em termos de desempenho (0 a 100 km/h em 4”5) e perfil de cliente; para reforçar o ar de exclusividade terá sua produção restrita a 1.955 unidades, referência ao ano de criação da marca.

A carroceria do A120 é construída em alumínio, técnica dominada por poucos fabricantes (Foto Alpine)

Se algum brasileiro se dispuser a pagar entre R$ 187.000 e R$ 221.000 (preço posto França) só poderá adquirir o novo esportivo em mercados específicos: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Polônia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça. Azul Alpine, Branco Solar e Preto Profundo são as únicas cores disponíveis para os modelos que começam a ser entregues no final do ano.  Mais informações em www.alpinecars.com.

8 Comentários

    • Pois é, Pierre Martin,

      Mas fala com o Almir Donato e construa ua réplica aqui mesmo no Brasil. A mecânica VW encaixa direitinho na carroceria, basta ver o resultado obtido pelo Denísio Casarini.

  1. Não gosto muito dessas recriações que de uns tempos a esta parte começaram a fazer com alguns tradicionais carros do passado. Recriar os carros de 50/60 anos atrás, obriga a mexer muito no estilo desses carros. Durante esse tempo a evolução foi muito grande e os carros ficam muito diferentes do tamanho original. Claro que eu não estou dizendo que tudo teria que ser igual, como tamanho, desempenho, etc. Mas o Mini e o Fiat Cinqüecento por exemplo, (alem do New Fusca) ficaram “mastodônticos”, perderam totalmente a identidade, o charme e o apelo que fizeram deles verdadeiros ícones dos anos 50. Também não estou querendo ver de novo o A120, equipado com um motorzinho de 850 cc e nem usando como base a plataforma do 4 CV. Com as linhas fortemente calcadas do Alpine A 110 e não tendo mais o motor “pendurado” na traseira, espero que não cresça muito, não perca a dignidade do carro que muito bem representou a marca nas pistas do mundo, mostrando muita estabilidade e boa aerodinâmica. Alem de conservar a beleza e a esportividade, para continuar brilhando também nas ruas. Aguardemos…

    • Sig. Nardini,

      Certamente essa onda de recriação esbarra na liberdade criativa de alguns designers. Os primeiros Mini e Fiat 500 até que eram (ainda são…) interessantes e equilibrados. Ainda não vi nenhum Fiat 124, mas imagino que tenha guardado as devidas proporções, assim como parece ser o caso do Alpine A120.

    • Grande Dado,

      Muito bom vê-lo novamente por aqui, sempre trazendo palavras de grande incentivo. Já vou abrir um Malbec para celebrar seus comentários altamente positivos! Saluti!

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